15 de jul de 2013

Decepção em Angra dos Reis

Como cidadão-contribuinte-eleitor (termo criado pelo mestre Hélio Fernandes) sinto-me profundamente decepcionado com o governo municipal de Angra dos Reis.

O Partido dos Trabalhadores (PT), com seu talento em cobrar e fiscalizar, deu-me a impressão de que uma vez no poder conseguiria, gradualmente é óbvio, resolver vários dos problemas daquela cidade.

Infelizmente a prática tem sido outra: vícios administrativos, como o inchaço da folha de pagamento com funcionários ocupando cargos comissionados ("de confiança"), irritação anti-democrática com as críticas (mesmo as legítimas) e preocupação extrema com o "mundo virtual" (esquecendo-se de que vivemos em sociedade, fora da internet), entre tantos outros, desgastam politicamente a prefeitura.

27 de jan de 2013

Luz em Angra: desinformação?


Nesse três anos morando em Angra dos Reis, tenho observado uma série de ações contra a concessionária Ampla. Protestos na Câmara Municipal, audiências públicas, "abaixo-assinados" e muitas, muitas postagens nas redes sociais. Todas legítimas, causadas pelos constantes "apagões" na cidade.
Mas, em nenhuma delas, vi citada a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Simplesmente é a instituição pública, vinculada ao governo federal, que por lei tem como atribuições a fiscalização e eventual punição das empresas concessionárias de energia elétrica em todo o território nacional.
Por que o "esquecimento" da Aneel?
Por que nenhum deputado federal, desses que afirmam "lutar em benefício do estado do Rio de Janeiro" ou "por Angra dos Reis", até agora não procurou a Aneel para expor o problema?
Será que até agora, até o momento em que a prefeita Conceição Rabha (PT) anuncia que irá contatar a agência federal (http://www.angra.rj.gov.br/asp/noticiasdaprefeitura.asp?vid_noticia=8741), ninguém sabia disso?

Da existência da Aneel?

21 de jan de 2013

Saúde pública de Angra - Notícias

Trabalho na Secretaria Municipal de Saúde de Angra dos Reis (RJ) desde junho de 2011. Não tive tempo para postar notícias sobre as atividades do setor durante um bom tempo.
A partir deste ano, 2013, isso será possível.
Um abraço a você, leitor(a).

29 de set de 2011

O servidor público

O servidor público, por definição, é aquele trabalhador que atua para (obviamente) servir ao público, independentemente de sua formação profissional. Mas o que é servir ao público? É atuar com o verdadeiro sentido do marketing: focado no cliente, no usuário de um serviço, no paciente, enfim, no cidadão. É atuar observando a legislação em vigor, cumprindo os preceitos éticos.

Mas, para parte da população, objetivo maior da atuação do servidor público, somos apenas privilegiados, preguiçosos, ganhamos altos salários, ineficientes, burocratas, emperradores da máquina pública.
O que faz parte da população pensar assim? A má qualidade do serviço prestado, em alguns casos, é a resposta. Entretanto, sabe-se que no serviço público brasileiro em geral há ilhas de excelência. Mesmo assim, a percepção de valor (uma das definições de marketing é percepção de valor) é péssima.

A imprensa, por alguns denominada o "quarto Poder", veicula matérias mostrando onde se presta um mau serviço ao cidadão, afinal, essa é uma de suas funções: buscar a verdade, o interesse público e tornar tudo isso público. Mas as ilhas de excelência não são notícia, porque não atendem aos critérios jornalísticos. Afinal, serviço público de qualidade é uma obrigação, não um favor. Todos nós pagamos muitos impostos para que isso seja realidade. Fica, então, aquela percepção de valor extremamente negativa para o cidadão.

O servidor público, muitas vezes, entra como o vilão da história, porque é exatamente ele que está lá, na linha de frente, diariamente, em contato com a população. Os bons, os verdadeiros servidores públicos, enfrentam e superam dificuldades para tentar prestar um bom serviço. Mas os verdadeiros responsáveis pela má qualidade do serviço (repito: pago com impostos) não são vistos como tal pelo cidadão. E, muitas vezes, nessa hora, a imprensa acovarda-se e não busca informar isso à sociedade.

2 de ago de 2011

Saúde pública: a dedicação dos profissionais

Antes de expor minhas ideias, um esclarecimento: sou servidor público concursado (cargo: comunicador social) da Prefeitura de Angra dos Reis desde novembro de 2009. Em junho último obtive minha transferência para a Fundação de Saúde de Angra dos Reis (FuSAR), onde desde então sou responsável pelo serviço de comunicação social.

Já há mais de um ano cobrindo a saúde (entre outras áreas da prefeitura) venho observando a dedicação de boa parte dos profissionais do setor. Muitos são como eu, vieram de outras cidades para trabalhar e fixar moradia em Angra.

Os colegas da FuSAR, principalmente os que lidam diretamente com a população, demonstram virtudes que deixaram de existir em outras profissões, em termos coletivos, como a minha (jornalista) por exemplo. Estão constantemente buscando aperfeiçoamento profissional, lutam sempre por melhores condições de trabalho, por alterações na remuneração e, sobretudo, têm uma causa, um ideal: servir ao cidadão.

São exemplos para mim e espero que para muitos outros.

26 de mar de 2011

Usinas atômicas e o debate

Depois da tragédia no Japão, observei que muitos atores em Angra dos Reis despertaram de seus sonos profundos para debater a segurança em terras brasileiras. Bom que seja assim, pelo menos o diálogo democrático ocorre sem que nada de grave tenha acontecido por aqui.

Nossa rotina, em termos de tragédias, é debater sempre depois. E como surgem os famosos "engenheiros de obras prontas". Gente com solução para tudo, com respostas para tudo. O que faziam antes? Por que não se manifestaram antes? Em Angra dos Reis, na região serrana do estado do Rio de Janeiro, no Morro do Bumba (Niterói, RJ), enfim a lista é grande...

Incrivelmente, essa gente é especialista em todas as áreas do conhecimento humano. Sabem engenharia, física nuclear, meteorologia.

Nunca propus, em Angra dos Reis, conversar sobre usinas nucleares. Falta-me conhecimento. E faltam pessoas, pelo menos entre as que conheço, que queiram seriamente conversar.

E cidadãos com "cultura de Almanaque Abril" não me interessam. Prefiro minha ignorância técnica no assunto.

Rio-Santos em marcha lenta

O jornal carioca (que saudades de minha terra) O Dia publicou hoje matéria comparando a recuperação das estradas japonesas com as brasileiras. Obviamente a Rio-Santos, com problemas há mais de um ano, foi citada.

Se um político importante tivesse terreno ou outro tipo de imóvel no trecho da BR-101, será que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) seria mais eficiente nas obras?

Incrivelmente, os funcionarios do Dnit em Angra dos Reis não se manifestam. Receberam ordens neste sentido ou simplesmente não consideram o assunto digno de resposta?

Acredito que nenhum trabalhador, destes que ocupam cargo na cúpula, costuma passear pela Rio-Santos...