SANEAMENTO EM ANGRA DOS REIS (RJ) É PÉSSIMO
Angra dos Reis (RJ) caminha para mais uma eleição municipal, em 6 de outubro. Enquanto as urnas não são acionadas, muita propaganda de pré-campanha nas redes sociais. No entanto, poucas informações úteis para a sociedade estão, por enquanto, disponíveis.
O saneamento básico, um dos temas importantes para a população como saúde e educação, segue no centro dos debates. Integrantes do governo Fernando Jordão (MDB) e parte dos oposicionistas brigam sobre a limpeza ou não da praia do Anil, localizada no centro da cidade. Boletins variados do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informam que a praia ora está “própria”, ora “imprópria” para o banho. O órgão faz parte do governo de Cláudio Castro (PL), aliado de Jordão.
INDICADORES RUINS, APESAR DA AUTARQUIA MUNICIPAL
O total da população é de 167.434 moradores, segundo o Censo de 2022 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade conta com uma autarquia municipal, o Serviço Autônomo de Fornecimento de Água e Tratamento de Esgoto (SAAE), criado pelo prefeito Fernando Jordão em janeiro de 2002.
Mas Angra dos Reis (RJ) tem 45% da população sem coleta de esgoto, ou seja, esse material é descartado in natura na cidade, que é cortada por rios e possui várias praias. O dado é do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SNISA), do Ministério das Cidades, relativo ao ano de 2022, o último disponível. O investimento per capita, ainda relativo a 2022, foi de apenas R$ 35,96.
Quando o assunto é o fornecimento de água tratada, a cidade apresenta também dados ruins: apenas 39,79% dos imóveis possui hidrômetro, ou seja, o município simplesmente não cobra pelo serviço prestado de quase 60% das propriedades, apesar da legislação obrigar a instalação do equipamento. As perdas na distribuição de água são de praticamente 28% (27,98%), segundo o SNISA, um verdadeiro desperdício.